terça-feira, 20 de junho de 2017

Portugal: Cáritas destaca Dia Mundial do Refugiado como desafio a «mais acolhimento e solidariedade»

Em causa estão 65 milhões de pessoas «que merecem respeito e dignidade», diz Eugénio Fonseca

Lisboa, 20 jun 2017 (Ecclesia) – A Cáritas Portuguesa assinalou hoje o Dia Mundial do Refugiado com a defesa de “mais acolhimento e solidariedade” para as pessoas que, devido a contextos de guerra e de injustiça social têm de deixar os seus países.
No seu comunicado, enviado à Agência ECCLESIA, a organização solidária católica realça que “a Europa” deve ser “capaz de definir políticas de acolhimento que vão além” das atuais medidas, que têm demonstrado ser insuficientes.
Não podemos ter só “mais do mesmo”, aponta a Cáritas, que quer vincar neste dia “a sua crescente preocupação para com esta realidade”, que já envolve mais de 65 milhões de pessoas em todo o mundo, entre refugiados e deslocados.
“É necessário que se definam políticas de proteção aos migrantes e refugiados e, também, à população dos países de acolhimento, como Portugal, para que não tenham medo de abrir as suas portas a estas famílias que vêm em situações de grande fragilidade e que merecem ser tratadas com respeito e com dignidade”, realça o presidente da instituição, Eugénio Fonseca.
Atualmente, o organismo português está empenhado não só no “apoio a projetos” ligados à realidade dos refugiados e deslocados, mas também na defesa dos direitos dessas pessoas.
Em Portugal a Cáritas é uma das organizações fundadoras da Plataforma de Apoio ao Refugiado, que congrega dezenas de instituições cristãs e da sociedade civil.
Promove também vários projetos nacionais e locais, através das Cáritas Diocesanas, que dão apoio e resposta às necessidades dos muitos migrantes que vivem no país.
No plano internacional, está integrada na rede Cáritas com 160 instituições que estão a participar numa campanha intitulada ‘Partilhar a viagem’, que vai ser lançada em setembro de 2017.
O objetivo será “durante dois anos mobilizar esforços e recursos” no sentido de criar condições para a existência daquilo que o Papa Francisco tem apelidado de uma verdadeira “cultura de encontro”.
Em preparação está também o lançamento de um projeto, em parceria com 11 países europeus, intitulado MIND – Migrações, Interligação e Desenvolvimento.
Entre as preocupações da Cáritas Portuguesa estão países como a Síria, que está em guerra civil há mais de seis anos e que é hoje um dos países com mais refugiados e deslocados.
Estão também nações como o Líbano, a Jordânia, a Sérvia, a Turquia e a Grécia, que estão entre as regiões que até agora acolheram um maior número de refugiados.
Com o lançamento de várias iniciativas, como a campanha de Natal ’10 milhões de estrelas’, tem sido possível à Cáritas nacional fazer chegar o apoio dos portugueses àqueles que mais precisam.
Fonte: JCP e Agência Ecclesia

França confirma condenação de Maluf por lavagem de dinheiro

Paulo MalufDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image caption'Mandei aquilo para lá para ajudar a balança comercial francesa. E eles querem roubar meu dinheiro!', disse Maluf à BBC Brasil em abril passado
A Justiça da França manteve, em decisão divulgada nesta terça-feira, a condenação do deputado Paulo Maluf (PP-SP) a três anos de prisão e multa de 200 mil euros (R$ 725 mil) por crime de lavagem de dinheiro no país entre 1996 e 2003.
De acordo com a sentença, o montante de cerca de 1,8 milhão de euros (R$ 6,6 milhões) depositados em duas contas bancárias na França no nome da mulher de Maluf, Sylvia, é fruto de desvio de dinheiro público e corrupção no Brasil.
Além desse valor, outra quantia, de cerca de 27 mil euros (R$ 100 mil), apreendidos no quarto do hotel Plaza Athénée, em Paris, na ocasião da detenção de Maluf no país, em 2003, também permanecerão confiscados.
A decisão desta terça-feira da Corte de Apelações - tribunal de segunda instância no país - também mantém a condenação do filho de Maluf, Flávio, a três anos de prisão e multa de 200 mil euros.
Sylvia Maluf, titular das duas contas bancárias bloqueadas, foi condenada a dois anos de prisão e multa de 100 mil euros (R$ 368 mil).
Os três sempre negaram as acusações.
Há um mandado de prisão contra Maluf, sua mulher e filho na França, emitido desde 2011, cujo efeito foi confirmado pela decisão da Corte de Apelações nesta terça-feira.
Isso significa que, se ele for até o país, pode ser detido pela polícia e levado diante de um juiz que decidiria se ele continuaria ou não preso até o julgamento do último recurso.
Na prática, os três não poderão pisar na França novamente - e certamente vão perder o dinheiro confiscado.

Recursos

Paulo Maluf durante julgamento de impeachment de Dilma Rousseff na CâmaraDireito de imagemAGÊNCIA BRASIL
Image captionMaluf, a mulher e o filho foram condenados na França por lavagem
A sentença da Corte de Apelações foi proferida no recurso apresentado pela defesa de Maluf contra sua condenação em primeira instância, em outubro de 2015.
O advogado de Maluf na França, Antoine Korkmaz, havia dito à BBC Brasil, em várias ocasiões anteriores à decisão desta terça, que irá entrar com recurso na Corte de Cassações, a mais alta instância jurídica do país, caso o recurso na Corte de Apelações fosse rejeitado.
Até a publicação desta reportagem, o advogado não foi localizado para comentar a decisão. Ele dispõe de um prazo de cinco dias úteis para entrar com o recurso na Corte de Cassações, que será o último possível.
O Conselho Constitucional francês não julga crimes: ele zela pelo respeito de leis e regulamentos à Constituição.
Por isso, caso a Corte de Cassações decida julgar o recurso - para isso a defesa terá de provar que houve violação do direito ou de regras processuais nos julgamentos anteriores -, ela poderá manter a decisão da Corte de Apelações ou mudá-la parcialmente ou totalmente.
No final de maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro condenou Maluf a quase oito anos de prisão por crime de lavagem de dinheiro, além de ter determinado a perda do mandato do deputado.
Os juízes franceses afirmam que ele utilizou um "circuito complexo e opaco implementado para dissimular os fundos provenientes de crimes e delitos cometidos no Brasil".
Fachada de uma agência do Crédit Agricole em ParisDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionContas no banco francês Crédit Agricole de Paris chegaram a ser confiscadas
A decisão considerou que o crime de lavagem de dinheiro teve o fator agravante de ter sido cometido em quadrilha, por meio de uma organização fraudulenta que agiu em vários países para transferir ou lavar fundos obtidos por meio de corrupção e desvio de dinheiro público no Brasil.
Segundo a Justiça francesa, o crime de lavagem de dinheiro foi cometido em vários outros lugares, além da França: Luxemburgo, Suíça, Ilhas Cayman, Estados Unidos e Reino Unido.
As investigações, realizadas com a cooperação de países como o Brasil, Liechtenstein e Suíça, apontam um emaranhado de transferências bancárias realizadas por Maluf e sua família.
Nas audiências do julgamento da Corte de Apelações, em março passado, a defesa de Maluf apresentou como perita a renomada jurista Ada Pellegrini Grinover, especialista em direito processual.

'Lavagem sucessiva'

De acordo com a decisão judicial, a família Maluf "lavou sucessivamente" mais de US$ 7 de milhões (R$ 21,6 milhões) na França entre 1996 e 2003, incluindo uma conta em Paris que não existia mais quando as investigações foram iniciadas.
Maluf foi detido em 24 de julho de 2003 em Paris no momento em que tentava transferir o saldo total de Sylvia no Crédit Agricole (1,7 milhão de euros, quase a integralidade dos recursos confiscados) para a conta da empresa ITB na Deutsche Bank em Hamburgo, na Alemanha.
A conta de Sylvia no Crédit Agricole em Paris havia sido aberta apenas seis meses antes e recebido, em abril de 2003, um depósito de quase US$ 1,5 milhão da Fundação Blackbird, criada pelo filho Flávio e sediada em Liechtenstein (conhecido paraíso fiscal europeu).
A transferência para a França foi feita por meio da conta da fundação Blackbird no banco Baring em Genebra, na Suíça.
Maluf afirmou na época que os recursos eram provenientes da venda de um terreno familiar em São Paulo e também de joias de sua esposa, realizada no Líbano.
De acordo com a Justiça francesa, Sylvia Maluf também foi titular, nos anos 90, de outra conta em Paris, encerrada em 2000, antes das investigações.

Itália: «É preciso devolver a palavra aos pobres» - Papa Francisco


Foto: Lusa
(Foto: Lusa)

Homenagem ao padre Lorenzo Milani (1923-1967), no norte da Itália

Barbiana, Itália, 20 jun 2017 (Ecclesia) - O Papa afirmou hoje que é preciso “devolver a palavra” e respeitar a dignidade dos mais pobres, numa visita à localidade italiana de Barbiana, onde homenageou o padre Lorenzo Milani (1923-1967).
“É preciso devolver a palavra aos pobres, porque sem a palavra não há dignidade e, portanto, não há liberdade nem justiça”, defendeu Francisco nesta localidade, território da Arquidiocese de Florença.
O Papa esteve hoje no norte da Itália para uma homenagem pessoal a dois sacerdotes católicos do século XX, Primo Mazzolari (1890-1959) e, mais tarde, o padre Lorenzo Milani, por ocasião do 50º aniversário da sua morte.
Na sua última intervenção, Francisco sublinhou que a palavra que “pode abrir caminho para a plena cidadania na sociedade, através do trabalho, e para a plena pertença à Igreja, com uma fé consciente”.
“No nosso tempo, só a possibilidade de ter a palavra pode permitir o discernimento de tantas e, muitas vezes, confusas mensagens que chovem agora”, prosseguiu.
O Papa apelou a uma “plena humanização” para cada pessoa nesta terra, defendendo o direito “ao pão, à casa, ao trabalho, à família” e à “possa da palavra, como instrumento de liberdade e de fraternidade”.
Francisco chegou a Barbiana vindo de Bozzolo, de helicóptero, e recolheu-se de imediato em oração junto do túmulo do padre Milani.
Já na praça junto à igreja paroquial, o Papa dirigiu-se aos presentes para pedir amor pela Igreja e atenção aos “mais pobres e frágeis, seja na vida social como na vida pessoal e religiosa”.
A intervenção evocou o padre Lorenzo Milani como um sacerdote que “testemunhou como no dom de si a Cristo se encontram os irmãos nas suas necessidades”.
A visita contou com a presença de antigos discípulos e alunos do sacerdote florentino, que o Papa citou: "Aprendi que os problemas dos outros são iguais aos meus. Sair deles juntos é política. Sair sozinho deles é mesquinhez".
Francisco falou depois aos padres presentes, aos quais pediu que tenham “sede de Absoluto” e vivam com a força da fé e da caridade.
Antes de fechar o seu discurso, o Papa quis sublinhar que a sua visita quis ser um reconhecimento da “fidelidade ao Evangelho e retidão da ação pastoral” do padre Lorenzo Milani, que nem sempre terá sido compreendida.
“A Igreja reconhece nesta vida um modo exemplar de servir o Evangelho, os pobres e a própria Igreja”, insistiu.
Após este encontro, o Papa regressou ao Vaticano, concluindo assim uma viagem que partiu da sua própria iniciativa.
Fonte: OC e Agência Ecclesia

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Semana será de temperaturas baixas e geada em Santa Catarina

Influência de uma massa de ar polar deixa o tempo frio em várias regiões de Santa Catarina; confira a previsão do tempo para a Capital nos próximos dias:

Após uma segunda-feira (19) de chuva fraca e mal distribuída por Santa Catarina, com mínima de 11°C em Florianópolis, a terça-feira (20) deve ser bastante fria na região. Segundo a Epagri/Ciram, a Capital vai registrar temperaturas entre 10°C e 15°C, com nevoeiros durante a manhã. Mesmo diante de condições de inverno, o sol aparece durante o dia, em meio a algumas nuvens. “Amanhã, embora tenha bastante nebulosidade, o tempo pode aquecer um pouco em Florianópolis”, afirma o meteorologista Clóvis Corrêa, da Epagri/Ciram.

Frio deve permanecer em Florianópolis nesta terça-feira - Marco Santiago/Arquivo/ND
Frio deve permanecer em Florianópolis nesta terça-feira - Marco Santiago/Arquivo/ND

Devido à influência de uma massa de ar polar no Estado, pode haver condições de geada nas áreas mais altas do Oeste, Meio Oeste, Planalto Sul, Alto Vale do Itajaí e região serrana de Florianópolis. “A chance de geada é maior no Oeste, porque por lá o tempo vai ficar bastante aberto”, garante Clóvis. Ainda nesta segunda, o município de Urupema, na região serrana de Santa Catarina, registrou a menor temperatura do dia: 2°C.
Na data que marca o início do inverno, nesta quarta-feira (21), a frente fria que passa pelo Estado perde força e se desloca para o oceano. “No Litoral a tendência é haver mais nebulosidade e chuva fraca, por causa da circulação do oceano”, explica o meteorologista. Segundo ele, deve haver bastante umidade e o sol volta a aparecer com mais frequência. A temperatura mínima na Capital para o dia é de 13° e a máxima de 17°C. Ainda na quarta, as condições de geada podem ocorrer nas áreas altas do Planalto Sul.
Entre quarta e quinta (22), a possibilidade de chuva é maior no início do dia e no período noturno, momentos em que os termômetros registram os menores valores. As temperaturas, por toda Santa Catarina, devem sofrer elevação gradativa ao longo do dia.
O tempo melhora apenas na sexta, quando passa a ser seco e com sol entre algumas nuvens por todo o Estado, com temperatura em gradativa elevação. O vento, no entanto, é fraco a moderado e com rajadas.

Previsão do tempo para Florianópolis

Terça-feira: mínima de 10°C e máxima de 15°C, sol com algumas nuvens ao longo do dia e e nevoeiros pela manhã
Quarta-feira: mínima de 13°C e máxima de 17°C, sol com chuva no início e final do dia
Quinta-feira: mínima de 15°C e máxima de 20°C, sol com muitas nuvens
Sexta-feira: mínima de 14°C e máxima de 21°C, sol com algumas nuvens. Fonte: ND

Universidade britânica empresta violino do século 19 a adolescente sírio

Aboud Kaplo
Direito de imagemAMR KOKASH
Image captionAboud Kaplo teve de deixar sua casa em Aleppo e hoje vive no Líbano
Um violino do século 19 foi retirado de uma coleção de instrumentos históricos mantida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e enviado a um jovem músico sírio que vive como refugiado.
Aboud Kaplo, de 14 anos, teve de deixar sua casa em Aleppo por causa da guerra na Síria, e agora está morando no Líbano.
A cineasta Susie Attwood, ex-aluna de Oxford, conheceu Aboud e viu sua paixão pela música - e a falta de recursos. Foi ela quem levou a história do adolescente à instituição, que decidiu emprestar o instrumento restaurado.
O violino de fabricação alemã faz parte da Bate Collection of Musical Instruments, coleção que possui mais de 2 mil instrumentos musicais históricos e modernos, registrando seu desenvolvimento desde a Idade Média.

'Contribuição positiva'

É a primeira vez que um item da coleção será emprestado a um jovem refugiado aspirante a músico - os instrumentos podem ser usados por acadêmicos, estudantes e pesquisadores.
O curador Andy Lamb disse que, no momento em que leu sobre a situação do menino, pensou que a coleção "poderia ter algum tipo de contribuição positiva".
"Eu imediatamente tinha um instrumento em mente. Ele pertencia a uma ex-curadora, Helene Larue, uma pessoa muito generosa, e sabia que se ela teria doado o instrumento instantaneamente se tivesse sido confrontada com essa situação."
Aboud KaploDireito de imagemAMR KOKASH
Image captionViolino do século 19 faz parte de coleção com mais de 2 mil instrumentos
E ex-aluna da faculdade de música de Oxford, Susie Attwood conheceu Aboud e sua família quando fazia um filme sobre refugiados cristãos sírios no Líbano que estavam presos em uma "existência intermediária", incapazes de encontrar trabalho ou de proporcionar educação para seus filhos.
Aboud tinha um grande interesse pela música e estava tentando aprender a tocar assistindo vídeos do YouTube e usando um violão de brinquedo.
"A vida é muito difícil para os sírios que vivem no Líbano, então ver a música oferecer esperança para alguém como Aboud é muito emocionante. Eu não poderia simplesmente deixar isso de lado", disse Attwood.
Ela entrou em contato com a universidade, e os responsáveis pela coleção imediatamente ofereceram ajuda.
"O violino não é raro ou antigo o suficiente para ser considerado um recurso precioso, mas é significativamente melhor do que um instrumento de fábrica barato e é o tipo de instrumento que emprestaríamos a um estudante aqui em Oxford", disse Lamb.
Aboud disse que "não pode expressar com palavras" como se sente: "estou tão feliz, tão animado".
"Tocar violino me ajuda a expressar meus sentimentos. Quero continuar a estudar música, tocar em um grande palco e viajar pelo mundo."
Fonte: Sean Coughlan

domingo, 18 de junho de 2017

Vaticano: Papa associa-se ao Dia Mundial dos Refugiados

(Lusa)
(Lusa)
Francisco recorda pessoas que fogem da violência e das perseguições

Cidade do Vaticano, 18 jun 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco associou-se hoje no Vaticano à celebração do Dia Mundial dos Refugiados, que a ONU promove a 20 de junho, e recordou as pessoas que fogem da violência e das perseguições.
“Que a atenção concreta vá para as mulheres, homens, crianças em fuga dos conflitos, violências e perseguições. Recordemos também na oração os que perderam a vida no mar ou em extenuantes viagens em terra”, apelou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a oração do ângelus.
A jornada promovida pelas Nações Unidas tem como tema, este ano, ‘Com os refugiados. Hoje, mais do que nunca, temos de estar ao lado dos refugiados’.
Francisco deixou votos de que estas histórias de “dor e esperança” se transformem em “oportunidades de encontro fraterno e verdadeiro conhecimento recíproco”.
“O encontro pessoal com os refugiados dissipa medos e ideologias distorcidas”, abrindo espaço a “sentimentos de abertura e à construção de pontes”, sustentou.
O Papa deixou uma palavra para os que estão empenhados no processo de paz na República Centro-Africano, onde esteve em novembro de 2015, e recordou que esta tarde vai presidir à Missa e a procissão do Corpo de Deus em Roma (na Itália esta data não é feriado civil).
Fonte: OC e Agência Ecclesia

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Fátima 2017: Papa agradece acolhimento e o testemunho de fé na Cova da Iria

Fatima.pt
(Fatima.pt)

Mensagem de Francisco dirigida a D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima

Fátima, 08 jun 2017 (Ecclesia) - O Papa enviou uma mensagem a D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, para agradecer pelo “acolhimento fraterno” e a “hospitalidade fidalga” de que foi alvo na sua peregrinação à Cova da Iria, a 12 e 13 de maio.
Francisco recorda os momentos em que foi “envolvido pelo carinho e entusiasmo da fé daquela multidão incontável de peregrinos”, na celebração da primeira peregrinação internacional do centenário das aparições.
“Fátima oferece a todos um Coração grande de Mãe e convida o coração de cada um – filho ou filha que seja – a parecer-se um pouco mais com o dela. Corações assim parecidos encontramo-los no Céu – por exemplo, em São Francisco Marto e Santa Jacinta Marto”, refere.
O Papa saúda o “efusivo testemunho de alegria e amor a Nossa Senhora de Fátima” de D. António Marto e o trabalho de todos os seus colaboradores, “em toda a parte, desde a mesa ao altar”.
“Ao mesmo tempo que encorajo essa amada diocese a prosseguir no anúncio e serviço dos desígnios de misericórdia que a Santíssima Trindade nutre pela humanidade inteira, invoco, pela intercessão da Virgem Maria e dos Santos Pastorinhos, a abundância dos dons e consolações do Céu”, escreve Francisco.
O Papa deixa uma palavra de “profunda gratidão” aos responsáveis pelo acolhimento no santuário, em particular ao reitor da instituição, padre Carlos Cabecinhas.
Fonte: OC e Agência Ecclesia

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Índios de Biguaçu lutam para preservar cultura do povo Guarani pelo conhecimento acadêmico

No aniversário da cidade que leva o idioma indígena no próprio nome, conheça as histórias das aldeias Mymba Roka, Yynn Moroti Wherá e o trabalho dos filhos de seu Alcindo, um xamã de 108 anos, para levar o conhecimento ancestral do pai à academia:

 
Seu Alcindo  Whera Tupã, 108 anos, fundador da aldeia Mymba RokaFoto: Betina Humeres / DC
Índios de Biguaçu lutam para preservar cultura do povo Guarani pelo conhecimento acadêmico Betina Humeres/DC
"Vocês nos deixaram todo o seu ensinamento para podermos sobreviver e para que possamos repassar esta sabedoria para as futuras gerações, ensinando aos nossos filhos a observar as estrelas e o céu. Para aprendermos sobre os símbolos e seus significado, que nos ensinam de onde viemos. Nós, Guarani, somos filhos do sol, os guardiões do milho sagrado e do tabaco sagrado. Cada aldeia ainda terá as plantas sagradas enquanto o fogo sagrado estiver acesso. Vocês criaram a floresta para podermos ensinar nossos filhos a receber seus ensinamentos. Ensinaram também os cantos sagrados para rezarmos onde estivermos." (Reza ao Pai Sol e à Mãe Terra de Alcindo Whera Tupã)
O Calendário Cosmológico Guarani (Apyka Mirim) orienta os índios sobre o tempo certo para a agricultura, artesanato, marés e a caça. Seguindo o que lê no céu por Nhanderu, Deus Verdadeiro, o líder espiritual Alcindo Moreira (Whera Tupã) chegou aos 108 anos de idade com vigor e saúde. Caminha ereto, tem os braços fortes e e ainda planta e colhe os frutos da Mãe Terra na Aldeia Mymba Roka, em Sorocaba de Dentro, região de difícil acesso a cerca de uma hora do centro de Biguaçu.
— Nós aprendemos com o Sol, que nos dá oportunidade de nos levantarmos todo o dia. Não fosse o Sol, o ser humano não sobreviveria, por isso devemos sempre nos lembrar dele e agradecer — orienta Alcindo enquanto mostra com orgulho a última colheita de abóboras. Na aldeia, ele cultiva também cana-de-açúcar, mandioca e os belos milhos coloridos, vermelhos, pretos, roxos, amarelos. O ancião é casado com Rosa Cavalheiro (Poty D'já), de 102 anos. Os dois são fundadores da aldeia que fica no final de uma estrada de chão batido e que corta um morro e a cachoeira do Amâncio. A Mymba Roca possui 600 hectares e 33 famílias.
Seu Alcindo mostra os milhos coloridos que plantou e colheu na aldeia Mymba RokaFoto: Betina Humeres / DC


















O casal gerou oito filhos. Dois deles, Geraldo Moreira (Karai Okenda) e Wanderley Moreira (Karai Ivyju Miri), traduziram os conhecimentos milenares do pai para o universo acadêmico. Em 2015, eles apresentaram a monografia Calendário Cosmológico Guarani - Os Símbolos e as Principais Constelações na Visão Guarani como trabalho de conclusão do curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, do Departamento de História da UFSC.
— Este trabalho começou a se desenvolver a partir das histórias contadas pelo seu Alcindo, conhecedor da cultura Guarani, que recebeu de seus ancestrais toda a sabedoria a ser repassada para seu povo. Ele conta muita história do início do mundo, a história do Sol e da Lua, de como vê o mundo dos mais jovens de hoje e também sobre o conhecimento da cosmovisão Guarani — escreveu Wanderley.
 Reflexo das Águas Cristalinas
Ele e o irmão Geraldo lecionam na Escola Indígena Wherá Tupã - Poty D'já, que homenageia o casal ancião. O colégio estadual fica em outra aldeia, a Yynn Moroti Wherá, às margens da BR-101 e que tem a poética tradução de "Reflexo das Águas Cristalinas". Isso porque a aldeia fica numa terra um pouco alta, e o sol que reflete no mar da Baía Norte traz uma linda paisagem com a Ilha de Santa Catarina ao fundo. A escola, construída em formato octogonal lembrando a casa de reza (opy), tem um currículo focado na cultura indígena e atende cerca de 50 crianças. História, por exemplo, é divida na eurocentrista e a dos povos originais do Brasil. O português é o segundo idioma. A língua materna é o guarani.
Aldeia Yynn Moroti Wherá, que em guarani significa reflexo das águas cristalinasFoto: Felipe Carneiro / Agencia RBS









A coordenadora da escola é a professora Celita Antunes, 42 anos, estudante de Pedagogia na Univali. Ela explica que o trabalho desenvolvido na escola tem objetivo de fortalecer a cultura Guarani. Antes de entrar em sala de aula, por exemplo, os alunos se reúnem em uma pequena réplica da casa de reza, onde fazem uma roda para orar e recebem o conteúdo que será aplicado naquele dia. Entre as atividades que são promovidas, destaca-se a realização dos Jogos Tradicionais "Tchondaro Vy'a".
— Nós passamos a educação tradicional com os conhecimentos indígenas para que eles tenham orgulho de quem são e do nosso passado. Aqui eles são preparados para o vestibular, mas sem nunca querer deixar de ser índios — destaca.
Caso do Wesley Gonçalves Barbosa, de 9 anos e aluno da 3ª série da Wherá Tupã Poty D'já:
— Eu ainda não sei o que quero ser quando crescer, mas não pretendo sair da aldeia.
O pequeno Wesley Barbosa na casa de reza (opy)Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS









"A gente não está vivendo 500 anos atrás"
 Celita é casada com o cacique Hyral Moreira, o primeiro Guarani a se formar em Direito em Santa Catarina. Aos 40 anos, é advogado das causas dos índios, além professor de idioma e Direito Ambiental e Indígena. Já foi consultor da Unesco para a questão da saúde do campo de indígenas e quilombolas no Sul do Brasil. Para o cacique, a maior dificuldade que atualmente os índios têm fora da aldeia é o preconceito.
— Muita gente pergunta: como um indígena anda de carro, tem casa? A gente não está vivendo 500 anos atrás! Mas parece que muitas pessoas têm a ideia de que é indígena vive num zoológico — protesta Hyral.
— Hoje eu sou um advogado, eu tenho a mesma capacidade técnica de qualquer outro advogado similar. Não diminui a minha pessoa por ser indígena, mas as pessoas ainda pensam: "intelectualmente deve ser inferior". Isso tem nos prejudicado muito. Às vezes você vai no mercado de trabalho e, por ser indígena, já tem um receio. Mas não é por falta de qualificação. Por isso, a gente prepara os nosso alunos para o mercado de trabalho mas já preparados para lidar com esse preconceito — completa.
A Escola Whera Tupã - Poty D'já, além de fortalecer a cultura Guarani, também é local de trabalho para a comunidade. Os 12 professores são índios da própria aldeia. As demais famílias, são 36 ao todo, têm como fonte de renda o trabalho rural e a construção civil.
Cacique Hyral é advogado e já foi consultor da UnescoFoto: Felipe Carneiro / Agencia RBS


















"O não-índio não dá valor à cultura indígena porque ele não a conhece"
O curso de Licenciatura Intercultural Indígena do Sul da Mata Atlântica, que os filhos do centenário Alcindo concluíram, já está na sua segunda turma, com quatro estudantes de Biguaçu, todos professores na escola. Ao concluir, eles estarão habilitados para lecionar nos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.
A coordenadora pedagógica do curso é a kaingang e antropóloga Joziléia Daniza Jacodsen, primeira estudante indígena da pós graduação da UFSC. Ela explica que o que diferencia esse curso dos tradicionais é a entrada do conhecimento dos sábios, um saber milenar que não é valorizado pela academia.
— O povo guarani é nosso vizinho, com sua língua, seus mitos. A partir do momento em que a sociedade não indígena aprende sobre o nosso vizinho, essa sociedade vai aceitar e tentar compreender a dinâmica dessas populações e valorizá-las — defende Jozélia.
— Esse conhecimento, traduzido para a universidade, é importante para o brasileiro perceber o valor que tem para nossa cultura brasileira — explica.
Cacique Hyral e a esposa, Celita Antunes, na casa de reza Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS









Quem são os estrangeiros?
A primeira impressão que tive ao chegar nas aldeias Mymba Roka e Yynn Moroti Whera foi a de que lá estavam comunidades estrangeiras vivendo em Biguaçu, quando na verdade é justamente o contrário. Ao ouvir as crianças falando um idioma tão distante do português, entrar nas casas de reza, com sua arquitetura característica, e tentar decifrar os símbolos e os mitos guaranis, me dei conta que esta cultura tão rica e tão genuinamente brasileira nos foi e ainda é sonegada.
A ideia de homenagear as comunidades indígenas no aniversário de Biguaçu através desta reportagem é reconhecer os ancestrais desta terra, que deram nome a rios, morros, aves e à própria cidade, mas que não estão no seu verdadeiro lugar na memória e na história.
 Os índios em Biguaçu
 São quatro comunidades indígenas no município (todas Guarani), totalizando uma população de cerca de 500 pessoas.
Os atendimentos em saúde são realizados por médicos e dentistas do Governo Federal nas aldeias; já a marcação de consultas e exames é efetuado pelo município.
Educação: as escolas de educação básica são mantidas pelo Governo do Estado.
Assistência Social: os atendimentos são realizados pela Funai e Secretaria Municipal, com distribuição de cestas básicas e outros serviços.
Fontes: UFSC e Prefeitura de Biguaçu
Cidade indígena até no nome
Há algumas controvérsias quanto à origem do nome da cidade: uma versão diz que significa "Biguá Grande". Biguá é um pássaro aquático ainda hoje encontrado no Rio Biguaçu.
Já o padre Raulino Reitz, em seu livro "Alto Biguaçu" (1988), apresenta a versão de que o nome deve-se a uma árvore semelhante ao jambolão e chamada popularmente de "baguaçu".
Atualmente, o jornalista local Ozias Alves Júnior, através de uma pesquisa que contou com a ajuda do professor Aryon D. Rodrigues, um dos maiores especialistas em Tupi-Guarani do Brasil, afirma que a origem do nome Biguaçu vem da palavra "Guambygoasu" que significa "Grande Cerca de Paus" ou "Cerca Grande" (palavra usada pelos antigos índios Carijós).
Fonte: Prefeitura de Biguaçu e Hora de SC.

PROJETO ANJO DA GUARDA

PROJETO ANJO DA GUARDA
"Semeando a cultura de Pentecostes no coração marajoara."

LOCUTOR PAGANINI

LOCUTOR PAGANINI
...ESTAMOS NO ARRR! LOCUTOR-RADIALISTA AM e FM, MESTRE DE CERIMÔNIAS, APRESENTADOR DE FESTAS E EVENTOS, PREGADOR, MISSIONÁRIO, PALESTRANTE, ATENDENDO TODO O BRASIL, LIGUE (48) 8419-2061 ou 9612-8317. Email e Msn: locutorpaganini@yahoo.com.br Tbm Skype: locutor.paganini